segunda-feira, 15 de abril de 2019

A MAGIA OU LOUCURA DA TATUAGEM



Pois é, virou moda! Agora tatuagem esta na crista da onda e as empresas especializadas estão cada vez se esmerando mais na qualidade e no bom gosto dos trabalhos e o numero de adeptos cresce vertiginosamente a cada dia.

Nem sempre foi assim, voltando a meu tempo de infância, isto à mais de 60 anos, quem usava tatuagem era considerado marginal pelos meus próximos, mas era bonito de ver, através do olhar de um menino de 08 anos. Tinhamos um vizinho de rua que já havia sido preso e tinha nos braços tatuagem de rosto de mulher, uma cruz e algumas palavras. Estas tatuagem, contavam que ele havia feito na prisão, daí a ideia que tudo mundo que usava tatuagem era marginal e cresci, não os vendo como marginais, mas como pessoas diferentes, homens fortes, corajosos, pois fazer uma tatuagem doía muito, diziam. Certa epoca, resolvemos num grupo de garotos fazer tatuagem com o caroço do caju. Ficamos que uma queimadura no braço que demorou muito tempo para desaparecer Ainda não havia televisão para ver os filmes do Marinheiro Popeye e com isso, não tinha referencia.

Não recordo de ter visto nunca uma mulher usando tatuagem, mas como meu mundo era muito pequeno, é possível que já havia em algum lugar, mulheres de vanguarda, que já ostentavam algum tipo de tatuagem. As mulheres sempre foram valentes em enfrentar os desafios que a sociedade impunha. Veja quando quebraram o tabu de usar na praia o maio de duas peças, o surgimento do biquíni, a cena celebre da atriz Leila Diniz, gravida, usando biquíni na Praia de Copacabana. Era a noticia de primeira pagina da epoca.


O tempo passou e lentamente, aquelas tatuagens usadas principalmente pelos marinheiros, com uma ancora no braço, uma imagem de santo no outro, uma cruz, e outros símbolos, foram sendo substituídas por verdadeiras obras de artes e porque não dizer algumas aberrações.
















Será que esta é uma moda que vai passar? No meu tempo de Jovem Guarda, era normal usar cabelos compridos como Ronnie Von, calças boca de sino, camisas com lapela e hoje é impensável usar uma roupa assim. Simplesmente a moda acabou, como acabou centenas de outras modas que surgiram, tiveram seu tempo e desapareceram.


Lá pelos idos de 1960, para entrar num cinema, era necessário, mesmo ainda garoto, usar gravata, ou não entrava. Hoje, praticamente nem cinema existe mais, com exceção dos instalados em shopping center.  Raros são os cinemas que funcionam ainda nas cidades, devagar foram sendo substituídos pelos programas de televisão, que a cada ano ficava mais forte e atraente e o mundo foi evoluindo e se modificando muito rapidamente. As grandes orquestras que abrilhantavam os bailes de antigamente, hoje são substituídos por um DJ cheio de aparelhos eletrônicos. Mais uma moda que passou. Hoje, com a chegada da Internet e dos celulares, o mundo mudou de novo. O que esperar do futuro?

Fumar era chic. Ninguém prestava atenção se fazia bem ou mal à saúde, o importante era fumar, os cigarros  que faziam sucesso na epoca era o Minister, Hollywood, Continental, Macedônia (cigarro sem filtro) e hoje, creio que nem estas marcas existem mais e o habito de fumar ficou limitado a lugares abertos. O que era chic virou brega.


O tempo corroí as lembranças e a moda vai sendo substituída por outra, por outra e mais outra e agora é a vez das tatuagens? Será que ela vai resistir ao tempo? Será que daqui a 20 ou 30 anos ela fará o mesmo sucesso de hoje? Difícil imaginar, pois tudo muda.Talvez a medicina já esteja pesquisando alguma pilula do arrependimento, pois se um dia a moda acabar, vai restar uma droga para apagar os sinais da moda atual. 


Quem viver verá, mas por enquanto, vale a pena curtir os lindos trabalhos que estas pessoas corajosas, permitem que façam em seus corpos.


sexta-feira, 29 de março de 2019

AS FLORES DO JARDIM DA NOSSA CASA

Disco de Roberto Carlos com a musica Flores

O titulo lembra uma musica do Roberto Carlos, mas não considero isto um plágio e sim uma frase que dará forma ao texto que publico abaixo.

Uma cena bucólica de uma casa tomada pelas flores


O verão terminou e com eles as chuvas, que neste ano vieram de forma torrencial e causaram muitas mortes e destruição em diversas regiões do Pais e de outros lugares do mundo, mas ela trouxe também muita água para as lavouras, para as represas, e fez o verde tomar conta de todo espaço possível. Em qualquer buraquinho de terra, mesmo num local cimentado, do nada, surge uma plantinha. É o milagre da natureza, que embora muitas vezes feroz, é quem nos proporciona a continuidade de nossa existência.

As primeiras flores do pé de mamão
Sem água, sem vida! E este ano temos fartura deste bem tão precioso, que pela sua importancia foi comemorado no dia 22 de Março como o Dia da Água. Trazendo o assunto para a minha realidade, moro num bairro rural, onde as ruas não são asfaltadas e a poeira e os buracos são nossos fieis companheiros durante grande parte do ano, até que começa o período de chuvas. Ai, a poeira tira férias e ela é substituída por grandes enxurradas, principalmente na frente da casa onde moro, que transforma os buracos corriqueiros, característicos de ruas de terras em verdadeiras crateras. E o estado das ruas ficam tão afetados que é necessário uma maquina motoniveladora da Prefeitura arrumar a rua semanalmente.
Lembrança do Casamento de minha filha.

Estas flores trazem uma magia no ar. Lindas
 Mas falemos do lado bom das águas. As plantas renascem. Tudo cria vida e o ar fica mais puro, e os jardins ficam floridos. E são tantas flores que agora começam a se despedir da gente para voltar somente daqui a alguns meses, pois a maioria delas não gostam do outono e inverno, mas voltam a tornar tudo mais bonito a partir de setembro, quando começa a primavera e ai o circulo retorna ao seu normal, chuva até março, plantas viçosas, ruas com buracos, casas caindo em favelas, barragem desmoronando e assim tem sido e assim sempre será.
Orquidea branca, já se despedindo do verão
Só a natureza pode oferecer este beleza.

Nascendo para brilhar

Em casa, temos alguns vasos plantados, que são cuidados com muito carinho pela Dona Zezé e este trabalho sempre é recompensado com lindas flores e isto me inspirou a escrever este curto artigo. Uma homenagem à natureza, aos amantes das flores e ao carinho que minha esposa dedica  a elas. 



segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

MORAR NO PARAISO E VIVER NO INFERNO.



 
Um lindo lugar para se morar.
Titulo cabuloso, mas reflete bem o momento que estou vivendo. Moro num lugar paradisíaco, com muitas arvores, água, pássaros, internet, TV a cabo e todas as modernidades da vida atual. Estou bem casado, afinal já esta completando 50 anos de parceria plena. Sou feliz por ter uma família bem constituída com 03 filhos, 07 netos e 03 bisnetos, além de um cachorro da raça Dog Alemão, com nome de Bento.
Este é o lado do Paraiso. Otimo lugar para passar o resto da vida em paz, sem preocupações, afinal, com 67 anos, o corpo já não tem a mesma disposição de quando tinha 35, mas isto ainda é contornavel.
O lado Inferno vem da parte financeira e ai o bicho pega e nada consegue apaziguar os pensamentos. Certo dia, tudo estava indo bem, tinha um bom carro, uma excelente casa, um emprego que supria minhas necessidades e uma cerimonia sem grande importancia numa cidade distante da minha 200 quilometros. Era uma promoção de cargo que meu neto, na epoca frequentador do Demolay, havia recebido.
O local da queda.

Com a familia reunida, eu, minha esposa e 04 netos, saimos num sabado pela manhã, num dia ensolarado, estrada vazias, perfeito para viagens e como estavamos passeando resolvi  parar num posto de combustivel  no caminho para mostrar às crianças um mini zoologico que lá havia, não antes, porém, de entramos no restaurante do posto, usar os sanitários e comprar guloseimas para os netos. Tudo dentro de script, mas ainda entra em cena o imponderavel, o imprevisto, o momento que mudou minha vida para sempre.
Naquele momento, uma senhora estava fazendo faxina na frente do restaurante e jogava água na escadaria que dava acesso ao posto e para não correr risco de cair, resolvi utilizar a rampa destinada a cadeirantes e foi ai, neste local, que deveria oferecer segurança aos usuários, originou a minha desgraça. O piso era emborachado e estava molhado e eu, que estava utilizando um tênis também com sola de borracha, escorreguei e cai estatelado de costa, com a perna direita quebrada.
A dor foi imediata e agonizante. Até a chegada do socorro passou um tempo proximo de 01 hora e por ironia, a água que a senhora estava jogando na escadaria, agora escorria pela rampa e passava sob meu corpo. Deitado, com água correndo pelas costas e com a dor insuportavel, tive a tentativa de apoio de diversas pessoas que paravam para perguntar se eu estava bem, se precisava de ajuda, mas, de fato, ninguém poderia ajudar, salvo o pessoal da equipe de socorro da rodovia, que ao chegar, imobilizaram minha perna e me colocaram numa ambulância e me levaram para uma cidade a cerca de 40 quilometros do local.
Santa Casa de Taquaritinga - onde fui levado pela ambulância

Minha esposa e três dos meus netos,  ainda crianças, ficaram no posto aguardando a chegada de meu filho e o neto mais velho foi na ambulância comigo. No hospital, após a radiografia, ficou constatada a fratura da tíbia e da fíbula e o procedimento correto era cirúrgico. Apesar da dor que estava sentindo, minha preocupação maior era com minha familia, e somente após algumas horas foi que pude reencontra-los. No hospital fizeram uma imobilização da perna e me aconselharam a voltar para minha cidade, onde eu poderia fazer a cirurgia e ter uma melhor recuperação.
Até ai, tudo estava dentro da normalidade. Chegando na minha cidade, fui prontamente hospitalizado e um ortopedista de plantão, após radiografar a perna, chegou ao mesmo diagnostico do médico anterior. Uma cirurgia simples, com a introdução de uma vareta de aço inoxidável por baixo da pele, fixando a tíbia em 06 lugares. Imobilização e repouso. O tempo passou e depois de dezenas de radiografias, após 07 meses, o médico me liberou para caminhar, sem muletas. Estava curado, segundo ele.
Já em melhor condição, mas com a gaiola na perna.

Sai do consultório feliz e andando! Ufa! Como era bom voltar a caminhar, ter a vida de volta e já no dia seguinte, viajei a trabalho e durante o dia, após caminhar uns 200 metros, senti  uma dor muito forte na perna e fui me arrastando até o carro e voltei no médico e veio o diagnostico: a vareta (órtese) havia se rompido e teria que fazer nova cirurgia para ligar a quebradura da tíbia. O médico, vendo minha frustração, ofereceu um tratamento alternativo com emissão de ondas de radio, que segundo ele, acelera o metabolismo e aumenta a consolidação dos ossos. Foram 100 sessões (03 meses) de 40 minutos e já estava até conseguindo dar uns passos sem as muletas e parecia que tudo estava indo bem. Durante uma sessão de fisioterapia, quando a profissional fez uma pressão sob o meu pé, o mesmo deslocou para baixo um 05 centímetros e ai o caos foi instalado.
Sem poder pisar no chão, voltei ao médico e o mesmo disse que agora somente com cirurgia e eu resolvi pedir uma segunda opinião. Um segundo ortopedista informou que realmente o caso era cirúrgico e optei por continuar o tratamento com este profissional. A cirurgia ocorreu 03 meses após a consulta e ao contrário do primeira, esta foi mais agressiva, pois foi feito um corte vertical de 40 cm  e foi introduzida um órtese de aço inox. Voltei para uma consulta de rotina 15 dias após e foi notado que os parafusos que fixavam a órtese haviam se soltado e era necessário fazer outra cirurgia para consertar.
Depois de ter alta hospitalar, após esta cirurgia reparadora, voltei para casa e dias depois acordei com muita febre e voltei ao médico. Estava com 40º e o corte da cirurgia havia infecionado e tive que ficar internado mais de 40 dias para tratar desta infecção. Bem, pensei, agora tudo vai ficar bem. Passado quase um ano da cirurgia, voltei no médico e após as radiografias de rotina, ele constatou que a fratura estava consolidada e que eu poderia voltar a ter um vida normal. Só que não! Minha alegria durou exatamente 20 minutos e voltei a sentir fortes dores no local da quebradura. Voltei no médico e constatou que a  órtese havia novamente quebrado e que, infelizmente, ele, juntamente com outros médicos, teriam que fazer outra cirurgia, mas desta vez, usaria órtese de titânio, que além de ser extremamente cara, apresenta uma resistência muito maior que a de aço inoxidável.
Marcada a cirurgia, 03 ortopedista participaram da operação, onde tiraram pedaços de osso da cabeça do fêmur, cortaram um pedaço do osso da perna e ligaram tudo novamente com a tal barra de titânio. Mais 05 meses de repouso e dentro da minha casa, indo ao banheiro, com o maior cuidado, voltei a sentir a dor na região da quebradura. Não é possível, pensei! A cirurgia foi feita com titânio, eu estava usando bota ortopédica e muletas e mesmo assim, foi diagnosticado que a órtese de titânio havia quebrado e que seria necessário uma nova cirurgia, mas desta vez, a fixação seria externa, com uma gaiola em torno da perna.
Fiquei com este equipamento por 14 meses. Ninguém merece.

Mesmo contrariado, depois de 03 anos de tratamento, tive que fazer esta nova cirurgia, desta vez em Ribeirão Preto, com outro especialista e de lá sai com uma estrutura de ferro imensa, que prendia minha perna, me permitia pisar, mas doía muito, pois conforme o tempo ia passando, os ferros iam causando ferimentos e deixaram lindas cicatrizes em minha perna. Mas sobrevivi a este terror e cerca de 14 meses após ter colocado a gaiola,  voltei no médico e ai foi dado o diagnostico final. Esta curado. E realmente estava. A perna ficou mais curta, o tornozelo ainda não tem a mesma flexibilidade e ai eu pensava que tudo iria voltar ao normal, quando fui fazer a pericia no INPS, um médico após ver as radiografias e medir o diâmetro da minha perna, me aposentou por invalidez.
Sai da pericia feliz por ter conseguido me aposentar e acreditava que poderia trabalhar para completar a renda da familia, mas ai começou o segundo drama, que permanece até os dias de hoje. Ninguém queria me contratar por conta do sistema de aposentadoria e eu não podia abrir mão do recebimento que este beneficio proporciona e com isso, o tempo foi passando, as economias acabando e acabando. Tive que vender minha casa, mudar para uma zona rural e continuo numa queda  constante na qualidade de vida.
Por isso que o titulo do meu artigo “Morar no Paraiso e viver no Inferno”. Não desejo isto para ninguém, mas os amigos sumiram. Passo dias sem receber uma mensagem, um e-mail, nada! É como se eu não tivesse existido para eles e olha que fiz muito para muitos. Isto tenho consciência, mas a vida é isso.
Que nunca aconteçam com vocês!

sábado, 5 de janeiro de 2019

UM TOMBO INESQUECIVEL



Um pequena historia do tempo da LTN, que ficou engraçada tempo depois. Tinhamos terminado o dia e estavamos conversando naquele bar que ficava bem ao lado da editora e chovia leve naquele momento. Tinha um grupo reunido, alguns supervisores e o papo estava todo descontraído.

Eu havia comprado naquela semana um sapato mocassim, com sola de látex, todo bonito para a epoca e estava me achando o máximo, pois alguns colegas haviam gostado do meu sapato e iriam comprar também.  O papo rolava animado, quando descendo a Martins Fontes vinha uma linda mulher, uma morena alta, cabelo pretos e ao passar por mim, nossos olhares se cruzaram e senti um leve sorriso e ela continuou seu caminho e eu fiquei  ali parado vendo-a se afastar, até que um dos colegas que lá estavam, me incentivou a ir conversar com a mulher.

Eu confesso que sou tímido para este tipo de situação. Não gostava de correr risco. Ia somente na certeza e ali era uma situação de risco, mas de tanto insistir, resolvi arriscar. Eu estava ainda vestido a caráter, camisa branca e uma gravata vermelha e com o paletó nos braços. Nesta altura, a mulher já estava defronte à farmácia, aquela em frente ao local onde funcionava o Tribunal do Trabalho, já quase na esquina da Consolação.
LOCAL ONDE ACONTECEU O TOMBO.

Me enchi de coragem e fui atrás da morena, que nesta altura já estava no cruzamento da Consolação com a Avenida São Luis. Apertei o passo e a chuvinha continuava caindo, deixando o chão escorregadio e fui me aproximando. Quando estava na Avenida São Luis, defronte ao Hotel Hilton eu a alcancei e fiquei ao lado dela e estendi minha mão para me apresentar, mas quis o destino que o encontro acabasse ali mesmo. Quando me virei para cumprimenta-la, no local havia um pequeno declive e meu lindo sapato escorregou naquela piso molhado e eu que estava segurando a mão mulher, cai, levando-a comigo.

Foi o maior mico da historia. A mulher se levantou rapidamente e eu também, mas não tive tempo nem de me desculpar, pois ouvi toda sorte de xingos e palavrões como o disparo de uma metralhadora. Só me restou pedir desculpas e voltar frustado, com a calça molhada pelo tombo e de sobra um rasgo na camisa e a bela morena, bem... ficou a historia.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

A ANGÚSTIA DO ULTIMO MOMENTO



 
os momentos são unicos e nunca se repetem
O titulo sugere um ar de tristeza e de despedida, mas na realidade não é desta forma que a mensagem deve ser vista. Estamos vivendo sempre o ultimo momento, o momento único que nunca mais vai  se repetir. Nada no mundo se repete duas vezes. Nada, absolutamente nada. Muitos poderão não concordar com esta afirmação, mas não importa onde você esteja, com quem você esteja, nunca um momento será repetido.


Estranho esta afirmação, mas estamos a todo momento nos despedindo de uma parte de nossas vidas que nunca mais vai voltar acontecer. Aconteceu e nunca mais acontecerá novamente.


Vejam que esta observação pode parecer estranha num primeiro momento, mas até um simples ato de um aperto de mão, com a mesma pessoa, no mesmo lugar, sem se moverem, não será como o primeiro, pois o tempo passou. Aquele primeiro aperto de mão ficou no passado e agora durante o  segundo aperto de mão entre estas duas pessoas, em milésimos de segundos, terá acontecido no mundo milhares se situações simultaneamente, que não vai se repetir no segundo aperto de mão. que  já será o passado. Nada vai se repetir exatamente. Cada momento é único e jamais vai ser repetido.


Pense nisso! E pense como temos que valorizar cada momento, por sabemos que ele vai embora e vai desaparecer para  sempre. Ficamos com aquele momento gravado em nossas lembranças, até que o tempo também se encarrega de apaga-la ou guarda-la em um arquivo nem sempre facil de ser encontrado.


Você se recorda do seu primeiro aniversário? Dos colegas da sua primeira escola? Lembra do primeiro filme que assistiu? São estes grandes momentos que todos um dia vivemos e creio que ninguém mais se recorda, mas se pudessem reviver, também já não seria o mesmo momento, seria um outro. Esta é a angústia do ultimo momento.


Agora, que estou escrevendo este pequeno texto, se tiver que refaze-lo, já não será o mesmo, pois o tempo já tera passado e estaria realizando uma nova tarefa. É de momentos em momentos que a vida passa por nós, sempre dando um adeus e nem notamos que isto acontece. Vivamos, portanto, intensamente cada momento, pois ele é único e nunca mais volta.


Felicidade a todos.


Luis Antonio

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

UM ENCONTRO DE AMIGOS DISTANTES

 
UMA PEQUENA REUNIÃO
Um encontro! Realmente um grupo de pessoas que trabalharam juntos numa  empresa  que já não existe mais resolveram se reunir depois de mais de 30 anos para se confraternizarem.  Um  gesto nobre, mas que leva a muita reflexão. O que iremos encontrar neste dia? A chama do passado ainda esta acesa como esteve um dia? Serão as mesmas pessoas ou somente os mesmo nomes. O que estas pessoas terão em comum além de uma historia que ficou  no passado?

O que aconteceu com cada um que sobreviveu aos 30 anos de separação?  30 anos é um tempo muito longo para permitir que milhares de coisas possam ter acontecido e é nisso que fico pensando.  Um longo abraço, um aperto de mão, uma brincadeira aqui, uma brincadeira ali e horas ou minutos  depois a vida atual vem a tona. O passado já não importa mais, ou ele não se sustenta. O que vai prevalecer vai ser a vida atual, o hiato entre os anos de 1990 e 2018.  Este vai ser o tema do encontro. E todos terão vontade de compartilhar suas historias ou todos terão vontade de ouvir historias de pessoas, emboras amigas, pessoas distantes?

Este será o grande desafio! A proposta é incrível, mas temos que estar preparado para aceitar uma realidade muito diferente daquela que foi vivida. Na epoca, todos tínhamos a mesma profissão, o mesmo ideal e hoje tudo esta diferente. Cada um seguiu um caminho, uns tiveram muito sucesso, outros fracassaram e alguns ainda se esforçam para manter-se vivo naquele passado que chegou a ser glorioso.

Será este encontro um grande mistério. Serão 20 a 30 velhos senhores(as), trazendo na bagagem um historia de passado e dezenas de anos de vida vividas, que o tornaram a pessoa que irá ao encontro. Esta é a realidade.

Temos que estar pronto para isso.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

SERÁ QUE O TIME ESCOLHIDO REPRESENTOU O BRASIL DIGNAMENTE NESTA COPA?

A Seleção do povo de 1970. Time imbativel.



Não que seja importante para o povo vencer uma competição esportiva, pois quando a mesma se encerrar, a vida volta ao normal e somente os envolvidos diretamente nos eventos é que levarão vantagens financeiras. O povo vai ficar com a sensação de ter ganho, uma alegria que pode ser comparada com o Carnaval. Passou acabou. O tempo contribui para isso. As coisas boas ou ruins vão ficando esquecidas e substituídas por outras e assim tem sido ao longo da vida.

Mas um fato me chamou atenção nesta competição que se encerra domingo. Nem parece uma competição entre países e sim uma competição entre os mais bem patrocinados. Prevalece ai o interesse das multinacionais que investem milhões nas imagens dos jogadores de todos os times, desde o mais fraco até o eventual campeão. Como disse, não é uma competição entre países e sim uma competição de uma Legião Estrangeira.

Vejam no caso do Brasil. 23 jogadores convocados e somente 03 jogam no Brasil e foram convocados mais por conta de completar elenco, sem nenhuma chance de entrar em campo, salvo em caso de contusão de algum jogador titular, como o Daniel Silva, que acabou sendo  substituído pelo jogador Fagner, que também não jogaria, caso não houvesse o jogador Danilo também se contundido.

Pensando desta forma, quem escolheu os jogadores? A comissão técnica ou a comissão dos patrocinadores, pois é impossivel acreditar que somente aqueles que estão são os melhores  jogadores que o Brasil tem. Ledo engano que acredita nisso. No Brasil, somente com os jogadores que atuam nos times da primeira divisão é possível formar 05 ou 06 seleções muito superiores àquela que foi fazer turismo na Russia. Não precisamos deste grupo.  Eles não jogam mais para defender a Patria, jogam pelo seu marketing pessoal e enquanto isso não acabar, vamos continuar sendo apenas figurantes, como é o caso dos nossos vizinhos Argentina e Uruguai.

Tive o cuidado de buscar no Wikipédia, os jogadores convocados e foram campeões mundiais em 1970 e notem que todos, todos, sem exceção, jogavam em times brasileiros e por isso eram idolatrados por toda a nação. O que lamentavelmente, não acontece hoje.
Tenho uma forma de pensar que o jogador de futebol uma vez que concordou em jogar fora do país, que fique por lá. Esqueça Seleção, esqueça o futebol brasileiro e pense apenas na sua carreira. Agindo assim, uma comissão técnica verdadeira, com homens responsáveis poderá montar um grupo de jogadores brasileiros, que jogam no Brasil, que darão a vida em campo, se preciso for,
para serem os vencedores.
Vejam os jogadores de 1970, conforme publicação do Wikipédia.

Número / Nome
Clube à época
Jogos (gols)1
Data de nascimento
J
Gols
Penalizado com cartão amarelo
Expulso
Goleiros
1
23 (0)
24 de dezembro de 1937 (32 anos)
6
0
0
0
12
 Ado
2 (0)
4 de junho de 1946 (23 anos)
0
0
0
0
22
2 (0)
11 de junho de 1949 (20 anos)
0
0
0
0
Defensores
4
40 (5)
17 de julho de 1944 (25 anos)
6
1
1
0
21
1 (0)
18 de maio de 1949 (21 anos)
0
0
0
0
6
7 (0)
6 de fevereiro de 1951 (19 anos)
2
0
0
0
16
8 (0)
11 de setembro de 1944 (25 anos)
5
0
0
0
2
28 (0)
9 de agosto de 1939 (30 anos)
6
0
0
0
3
16 (0)
25 de fevereiro de 1943 (26 anos)
6
0
0
0
14
1 (0)
14 de março de 1946 (24 anos)
0
0
0
0
15
6 (0)
31 de dezembro de 1940 (29 anos)
2
0
0
0
17
 Joel
26 (0)
18 de setembro de 1946 (23 anos)
0
0
0
0
Meias
5
7 (0)
25 de setembro de 1949 (20 anos)
6
1
0
0
8
54 (11)
11 de janeiro de 1941 (29 anos)
4
1
1
0
11
21 (9)
1 de janeiro de 1946 (24 anos)
5
3
1
0
18
14 (2)
16 de junho de 1949 (20 anos)
4
0
0
0
Atacantes
7
45 (14)
25 de dezembro de 1944 (25 anos)
6
7
0
0
9
36 (26)
25 de janeiro de 1947 (26 anos)
6
2
1
0
10
82 (71)
23 de outubro de 1940 (29 anos)
6
4
0
0
13
9 (6)
31 de julho de 1943 (25 anos)
2
0
0
0
19
 Edu
29 (0)
6 de agosto de 1949 (20 anos)
1
0
0
0
20
3 (0)
4 de março de 1946 (24 anos)
0
0
0
0
Treinador



9 de agosto de 1931 (40 anos)

Como podem notar, nenhum jogador atuava em time do exterior. Esta é a diferença.